domingo, 11 de abril de 2010

TRATA-DO-ENTENDIMENTO (1)

A entender-se é que «a gente» conversa!
Subverter o ditado da sabedoria popular!? Um atrevimento, talvez. E, no entanto, talvez sem intenção de vir com uma gracinha de gosto duvidoso.
«A conversar é que a gente se entende»: é muito sábio, respeitabilíssimo. Mas...
Tanta conversa! Mesmo tanta conversa! Nem um surdo deixará de concordar com esta exclamação.
E entendimento? Quanto entendimento? Qual entendimento?
Aqui e agora não se está sequer a olhar para o vasto mundo. Só sobre o mundo do livro e em atitude positiva:
o «Encontro Livreiro» parte de um convite às «gentes do livro» para uma tarde de conversa. Portanto foi criado na crença de que «a conversar é que a gente se entende».
O que é, é que uma conversa de que resulte o desejado e produtivo entendimento, exige prévios entendimentos. De outro modo alguém comentará: «isso é conversa!». Pior ainda, muitos irão virar as costas, dizendo com os seus botões: «isto é só conversa!».
«Gente do livro» a entender-se a si mesma e a entender-se entre si! E a entender muita coisa!
Porque, aí, como resultado da conversa de quem «se entende» e «entende disto», é inevitável: ISTO NÃO FICA ASSIM!

Manuel Medeiros

1 comentário:

  1. Só por curiosidade: Li a notícia de que, ainda este ano, haverá um congresso de editores. E nós, livreiros?

    ResponderEliminar