sábado, 1 de maio de 2010

LIVRARIAS INDEPENDENTES: É URGENTE APOIÁ-LAS

A situação económica das livrarias independentes começa a dar nas vistas. E se há os que encolhem os ombros, os que fingem não ver, os que põem as mãos à cabeça, há também aqueles que, de forma criativa, procuram soluções para atenuar esse estado preocupante das coisas.
A editora francesa L'Autre Éditions, de Alfortville (Val-de-Marne), que reivindica práticas comerciais diferentes, apoiando as livrarias independentes (e não trabalhando de costas para elas, como acontece com a esmagadora maioria dos editores portugueses, mesmo os micro editores) lançou a operação «J'aime mon libraire», entre 1 de Maio e 15 de Setembro, actividade que reúne editora e livrarias numa mesma acção de promoção do livro e que inclui um concurso.
O cartaz promocional pede aos leitores: «Soutenez votre libraire indépendante de proximité», reforçando e dando visibilidade a um trinómio indispensável, editor, livreiro e leitor, trinómio esse que, conforme pode ler-se nos textos promocionais, permite ainda que a diversidade cultural exista.
Ao fazê-lo este editor está também a promover as suas edições. Estranho seria se o não fizesse. Mas não é bom que quando um ganha ganhem todos?
Passem pelo site da operação «J'aime mon libraire»
Talvez esta actividade sirva de inspiração a alguns de nós. Podem também consultar o sítio
(não conheço estudos semelhantes para o caso português), onde a situação das livrarias independentes está bastante em foco.
É preciso tomarmos uma atitude.
Não se esqueçam de que apenas uma livraria independente oferece uma verdadeira bibliodiversidade.
Este é um termo que começou a ser usado por editores independentes, mas que, num número crescente de países, está a entrar na esfera das livrarias independentes. Quem ainda não está familiarizado com ele pode informar-se em http://fr.wikipedia.org/wiki/Bibliodiversit%C3%A9
É tempo de agir.
Isto não pode ficar assim!
F.R.M.

1 comentário:

  1. É uma situação preocupante e que na verdade seria bastante fácil de gerir se todos tomassem consciência do crime que se faz aos livros ao comprar em grandes superfícies em vez de apoiar as pequenas livrarias. Eu trabalhei numa grande livraria e é assustador ver um livro ser tratado como maçãs ou camisolas, e o nível em que isto se opera é invisível para o consumidor. Eu já comecei a minha campanha pessoal a favor das pequenas livrarias mas acho que devíamos preparar em conjunto uma acção como a que se viu em França. Às vezes basta abrir os olhos às pessoas para que as coisas mudem realmente, chamar a atenção para o que se está a passar. Podem contar com a minha disponibilidade e ideias para uma acção assim.

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