sexta-feira, 18 de março de 2011

Libertad

«E porquê destacar e insistir neste pormenor, que vi na notícia da Lusa, na notícia sobre a abertura da Casa José Saramago? Porque há pormenores que são todo um programa. Manter o equilíbrio entre os diferentes agentes culturais de um determinado espaço, não açambarcar as vendas de livros como se de uma competição se tratasse, oferecer serviços complementares e em diálogo com o que já existe em vez de dominar são gestos que podiam mudar um bocadinho o panorama editorial na sua relação com o mercado. É certo que a referência aos livros em castelhano não é o essencial da notícia, mas como isto não é um jornal e como me permito certos arroubos afectivos quando as coisas assim o exigem, tenho para mim que se algum dia for a Lanzarote para ver a Casa que hoje abre as portas, quererei visitar a Libertad, e o melhor é que não vou precisar de dizer, na loja da Casa de José Saramago, ‘este livro não compro aqui porque prefiro ir comprar ali à livraria’, como às vezes me acontece em grandes superfícies. O mais certo é que na loja da Casa me recomendem a Libertad, e na Libertad me recomendem a loja da Casa.»


Deixamos aqui, para reflexão e comentário, esta reflexão da Sara, a que chegámos - e não é insignificante referi-lo aqui - pelo seu eco em Sines. E que agora se passa a escutar aqui e por aí.

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