quarta-feira, 20 de julho de 2011

os verdadeiros editores, distribuidores e livreiros nada devem temer.

Caro Luís Guerra,


Vou reduzir ao máximo a mensagem mas espero que tenha o sumo suficiente para reflectirem:

A profissão de livreiro está ameaçada? Não seria bom a criação de formação a nível superior?
A concentração editorial será boa para os novos autores?
A distribuição está condenada?
O mercado de retalho tradicional deverá estar sossegado quando assiste a diferentes condições de fornecimento e de alguma arrogância por parte de alguns grupos editoriais?
Será que os livreiros não são gestores ou será que alguns de nós fazem bem melhor com menos meios?
O que interessa neste mercado, a quantidade (D. Branca) que alguns praticam em prejuízo da qualidade e rendibilidade das empresas?
Porque razão as editoras não fazem todas as feiras do livro e só pretendem realizar aquelas que servem para outros fins?
Quando as ditas feiras potencialmente rentáveis deixarem de o ser serão entregues aos Livreiros?
Enfim, força e tenha-se a coragem de clarificar o nosso sector sem receios. Por mim, como sempre, nada me assusta e penso que os verdadeiros editores, distribuidores e livreiros nada devem temer.

Um abraço de ânimo e força
,

Antero Braga

Mensagem de Antero Braga, livreiro (Lello - Porto) com larga experiência, lida por Luís Guerra no último "encontro livreiro" realizado no Bartô do Chapitô, integrado na iniciativa "Para acabar de vez com a leitura", no dia 13 de Julho de 2011.

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