sexta-feira, 28 de outubro de 2011

28 DE OUTUBRO | 29 DE OUTUBRO * Congresso do Livro 2011 * O Presente e o Futuro das Livrarias: Jaime Bulhosa – Pó dos Livros

A comunicação de Jaime Bulhosa está aprazada para amanhã. Depois talvez tenhamos o privilégio de a ler.

E de véspera o que digo?…
Ou não digo?
Acho melhor não dizer e limitar-me a traduzir…
Como naquela arte curiosa que se chama «tradução de sentimentos».

Deixemo-nos de ser uns párias que nem se conformam com a sua condição nem se arriscam a sair dela.
Livreiros com o estatuto que merecermos e não com aquele que nos quiserem dar ou negar. Ou queremos ou não queremos. Ou somos capazes ou não somos. Ou temos e tomamos o nosso lugar ou ponhamo-nos na rua, não esperando que nos ponham. Este ponto é o essencial da Revolta das Fontes.
A falta de respeito dos outros pode acordar-nos como quem apanha uma canelada e fica auh! auh! auh!. E até podemos com isso despertar algumas consciências mais compassivas e bem intencionadas. Mas certamente que os condutores da carroça não vão sentir-se na obrigação de aliviar os burros. Que puxem! Sejam os burros que sempre e só souberam ser.
Não esperar que nos respeitem, respeitar-nos de tal modo que quem deve respeitar-nos se sinta levado a fazê-lo. Porque tudo gira à volta de sermos capazes de fazer o que é preciso e agora é inadiável: revermos a nossa confiança uns nos outros e perdermos essa ideia de que os pequeninos podem ir cada um fazendo o seu jogo e cada um irá conseguir o que vê que os outros não conseguem.
Como é que se diz? «Tá de caras».

L. V.

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