sábado, 8 de outubro de 2011

O mar de Outubro brilha frio / com sua barbatana de miragens.

QUADRO DO TEMPO

O mar de Outubro brilha frio
com sua barbatana de miragens.

Nada fica que recorde
a alucinação branca dos regatos.

Luz de âmbar sobre a aldeia
e todos os sons em voo lento.

O hieróglifo de um ladrilho
pintado no ar sobre o jardim

onde a fruta amarela engana
a árvore e se deixa cair

TOMAS TRANSTRÖMER

In Poetas Suecos, Antologia em versão directa de Silva Duarte (Inédita)

Ler também a nota final, pela pena do nosso Livreiro Velho, in «Chapéu e Bengala».

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