quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A REVOLTA DAS FONTES (IV)

«MORTE ÀS LIVRARIAS, JÁ!»
E O CORO REPETE: JÁ! JÁ! JÁ!
















AMIGO JOAQUIM GONÇALVES, que grito tão vibrante, este que nos chega pelo seu e pelo nosso blogue!
Tão afinado e de esplêndida coragem!

Aquelas pessoas «cultas e boas leitoras» que em qualquer sítio deviam ser dos visitantes mais constantes das livrarias e que mandam trazer para a aula seguinte livros que há anos e anos não estão disponíveis... Mesmo dos que estão disponíveis, quantos exemplares estão à venda nos cinquenta quilómetros mais próximos da escola de modo a que uma turma ou mais possa cumprir?

Aqueles que... Pois! Mas serão os mais responsáveis, esses educadores?
Responsáveis mais uns do que outros, concordo que haja quem... Gente da educação, certamente.
Mas a minha hipótese de melhor resposta é esta: todos somos responsáveis. Fora os outros que o foram e já cá não andam. Que não lhes aconteça mal nenhum...
Responsáveis todos, mesmo quando cada um possa estar e esteja inocente.
Queiramos ou não queiramos, nas cabeçadas colectivas toda a gente parte a cabeça, mesmo quem tinha a sua guardada na algibeira. Há quanto tempo se podia e devia ter ouvido este grito e os outros que já aqui vieram e os que, pois não é possível parar, estão por aí a chegar'?

Como? Ah, a raiva!
Qual? Esta minha?
Acha ou não que é justificada?
Naquele tempo o meu amigo e outros da sua «equipa», isto é, dos novos livreiros, não estavam lá.
Como é que se podia jogar com quem ainda não tinha chegado ao campo?
E agora?
Agora chegam vocês e já não tenho as canelas que o jogo precisa, nem a vossa capacidade e energia tão necessárias para atirar o barco para a frente em vez de para o fundo!...

Dá raiva!
Porque eu hei-de teimar em dizer isto: a derrota e o afundamento estão longe de ser uma fatalidade.
Se soubermos navegar à bolina, isto até pode ser agora...!
A necessária clarividência sobre o assunto livreiros, livrarias e seu futuro ainda está muito longe do eficaz.
Nem chegará sem que...

Unir os livreiros e as livrarias JÁ!
O que é isto que agora ouço? Parece-me que... Será?

Será o mesmo coro que agora está repetindo também este «já»?
Ora ouçam:
«JÁ! JÁ! JÁ!»

M. Medeiros

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