domingo, 11 de dezembro de 2011

«Livros-EL: do princípio ao fim» - devido destaque para o imediato e substantivo comentário de Onésimo Teotónio Almeida

Meu caríssimo Manuel:
Quando li aquele artigo, surgido curiosamente na primeira página do NYTimes, rejubilei e teclei logo aquela nota alegre a partilhá-lo. Mas não sou irrealista nem, sobretudo, bruxo. Não faço ideia de em que lado da balança vão continuar a crescer as estatísticas. Se calhar o e-book vai aumentar ainda mais as vendas. Se isso significar que mais gente vai passar a ler, óptimo. Se se tratar apenas de mudar de suporte, fico com pena porque gosto à brava de livros de papel. E por inúmeras razões. Sei que há milhares, milhões de resistentes, todavia não sei se o gosto do livro-papel morrerá com eles e as gerações vindouras passarão a desde cedo a habituar-se e a tomar gosto ao e-book, como as gerações a seguir aos papiros fizeram em relação aos livros de papel encadernado.
Entretenho-me com a ideia de que o telefone não deu cabo das cartas, a rádio não deu cabo dos jornais, nem a TV matou a rádio. Espero só que a analogia seguinte entre e-book e livro papel caia nesta categoria e passem a coexistir pacificamente os dois, quer dizer, que não seja uma sequência análoga ao computador, que matou a máquina de escrever, ou o e-mail que está quase a matar definitivamente a carta. No caso da máquina-de-escrever, não vejo razão para saudades. Só o eliminar do ruidoso bater do teclado dá para saudar o computador. Quanto à eventual morte do livro-de-papel, desejo sinceramente nunca ter de chegar a ter saudades.
Confesso que mais nada sei sobre o assunto.
Um grande abraço do
onésimo
11 de Dezembro de 2011 12:42

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