sábado, 30 de abril de 2011

«Gosto da feira como uma oportunidade de encontro e de perdição»

(...) Pessoalmente, gosto da feira assim e já lhe vejo demasiadas inovações mas provavelmente estarei sozinho, porque as pessoas, em geral, gostam de “coisas novas”, “animação” e “novo design”. Gosto da feira de barraquinhas onde os livros se amontoam e se procuram. Gosto da feira como uma oportunidade de encontro e de perdição, sem demasiadas “atividades paralelas” a atrapalhar a vida dos passeantes e dos editores. Gosto, enfim, da feira onde os autores são atropelados por leitores curiosos ou apaixonados, sentados onde calha, e não dispostos como fornecedores de autógrafos. Podem mudar, sim, mas esta é a feira de que gosto.»

Francisco José Viegas


«qualquer dia deixamos de ter "feira do livro", passamos a ter "shopping de conteúdos e conceitos"»

«em dia de inauguração lá fui fazer o reconhecimento ao entardecer como naqueles filmes muito romantizados, sondar tudo antes do amanhecer, antes do anoitecer, que aquele parque é zona de caça grossa quando se cerram as barracas, e lá cumpri os primeiros sobe e desce (...)»

Ler texto completo, de Pedro Vieira, AQUI.


Comentário de Joaquim Gonçalves [A das Artes - Sines] a 30 de Abril de 2011 às 11:53
«Olha, Pedro. Se fosse para dar estrelas à classificação do teu post dava-lhe o firmamento. De noite, claro. Sem as luzes aluadas do Parque, of course


sexta-feira, 29 de abril de 2011

Dias de Feira

«(...) Será conservadorismo da minha parte, mas gostava mais da Feira quando esta permitia passear desordenadamente por entre pavilhões, conversando com editores e folheando livros sem me sentir fechada em áreas vedadas ou enormes caixotes. Sim, às vezes chove e é aborrecido, outras vezes está muito calor e para isso estão lá as árvores e os relvados do Parque, mas substituir a sensação de subir e descer as alamedas em passeio livresco pela necessidade de entrar e sair de sítios não me alegra os dias de Feira.» (...)

Sara Figueiredo Costa, in «Cadeirão Voltaire».

Uma pergunta, somente, e depois se verá:
- O que significaram e o que significam as Feiras do Livro da APEL (não esquecer: são oitenta e um anos de influência!) para o desenvolvimento do comércio livreiro e para o desenvolvimento da leitura no Portugal que somos?

L. V. , in «Chapéu e Bengala»

sábado, 23 de abril de 2011

«... o livro em papel resiste. É com ele que se adormece à noite e por fim nos cai das mãos...»

CULSETE-23 de Abril–DIA MUNDIAL DO LIVRO-2006
Mensagem do Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor

Autoria de Urbano Tavares Rodrigues

Dia 23 de Abril de 2011

Dos mais antigos e preciosos manuscritos, por vezes maravilhosamente iluminados, ou seja cobertos de ricas ilustrações, à descoberta da imprensa, que inicia um processo de democratização da leitura, ao aparecimento dos primeiros jornais, ainda de reduzida circulação, ao surto da imprensa moderna, o livro, de começo destinado a um escol de leitores, não tarda a chegar às massas devido ao ruído social e até ao escândalo de obras como as de Victor Hugo, que trazem ao público o milagre, o mistério, a aventura prodigiosa.

O Germinal e outras obras de Zola foram extremamente motivadoras para a conquista de um círculo muito abrangente de leitores. Só tarde se vulgarizou o subproduto romanesco, a partir de obras com certa qualidade, que foram imitadas, vulgarizadas, estereotipadas.

O livro, que às vezes provinha do folhetim, ganhou cor, beleza, tornou-se umas vezes discreto, outras vezes berrante para chamar a atenção do público mais simplório. Suportou a concorrência do cinema e da televisão, com os quais estabeleceu relações íntimas de interpenetração.

Já muito mais tarde sofreu a concorrência da Internet e resistiu-lhe. O modelo de globalização neo-liberal, que não afecta a grande literatura, marcou profundamente os subprodutos muito vendáveis, contendo lixo literário. Há por vezes o que parece ser uma concessão a processos um pouco fáceis de sedução do leitor. Mas continua a fazer-se muito boa literatura. A digitalização dos livros lançados na Internet preocupa alguns puristas, mas a verdade é que o livro em papel resiste. É com ele que se adormece à noite e por fim nos cai das mãos ou é enfiado debaixo do travesseiro, companheiro querido, onde por vezes se escrevem anotações, juízos, comentários, críticas ou pequenos elogios, que o valorizam aos olhos dos bibliófilos.

O livro tornou-se um amigo, foi nele que em muitos casos, nos descobrimos, com ele crescemos e nos transformamos, permanecendo fiéis ao mais profundo da nossa natureza. Lembro-me sempre do que foi para mim, como descoberta íntima do meu ser, a leitura de L’exile et le royaume, de Albert Camus. Camus, de quem vim a tornar-me amigo, morreu cedo, abruptamente, num acidente de automóvel. Restam-me dele retratos e os seus livros, palpitantes de vida, anotados por mim, desde O mito de Sísifo, que traduzi para português, aos outros, tão vivos, alguns cobertos de gatafunhos como La chute, que me inspirou o comportamento de um mentiroso compulsivo numa curta novela.

A terminar esta breve série de considerandos sobre o livro, a sua trajectória no tempo, a sua magia glorificada como resistência do espírito, que é e será contra a barbárie economicista, que reduz tudo a dinheiro. Desejo que brilhe com a suprema luz da paz e da fraternidade universal este novo dia do livro.

Urbano Tavares Rodrigues

Mensagem retirada de Chapéu e Bengala que a retirou de http://www.spautores.pt/destaques

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A tradição catalã de fazer uma festa cívica à volta do livro chega a Lisboa

«O dia de Sant Jordi (São Jorge), que se celebra sábado na Catalunha, tem como tradição oferecer um livro e uma rosa à pessoa amada e vai ser pela primeira vez celebrado nas ruas de Lisboa. A iniciativa é da associação cultural CatalunyApresenta e do Instituto Ramon Llull, que organizam a tradição catalã de fazer uma festa cívica à volta do livro, sábado no Miradouro de São Pedro de Alcântara, em Lisboa»

Continua AQUI.

E na barra da direita do blogue da Pó dos Livros lê-se:

«23/Abril/11, das 11h00 às 19h00: A Pó dos Lvros vai estar no Jardim de São Pedro de Alcântara, em Lisboa, com a Associação Catalunya Apresenta, para festejar o Dia Internacional do Livro.»

O que apetece festejar na Fonte

Ir às livrarias

"Ir a la librería [...] es un signo de humanismo, de humanidad, y es la pérdida de ésta la gran amenaza".

[...]

«Las librerías y las bibliotecas de una ciudad deben ser parte del centro de la vida cotidiana de los barrios y un indicador de su calidad como lugares para residir.»

Ler artigo «¿Qué será de las librerías?» AQUI e comentar, adaptando-o à nossa realidade.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A mais antiga livraria em actividade

«Desde que abriu em 1732, a Livraria Bertrand do Chiado nunca deixou de funcionar. É por isso que entrou para o Guiness como a livraria mais antiga do mundo ainda em actividade.» {Público}. Referências, entre outras, nos blogues {Cadeirão Voltaire} e {Blogtailors}

Dia Mundial do Livro na Capítulos Soltos


Embora o Bruno e a Marta não tenham podido estar presentes no Encontro do passado dia 27 de Março, por razões imprevistas e de última hora, a livraria Capítulos Soltos, de Braga, já faz parte do nosso Encontro Livreiro. Se passar por Braga, já sabe...

Ler é ser Feliz

Venha à Arquivo no DIA MUNDIAL do LIVRO: sábado, 23 de Abril. Na compra de um livro, oferecemos uma rosa e um café. E... Ler é ser Feliz!»

Mensagem da livraria Arquivo, de Leiria, colhida no Facebook.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Amar os livros e a leitura


«Ler é um vício saudável.»


diz o livreiro Antero Braga, da Livraria Lello, em entrevista que convidamos a ver e ouvir AQUI.

Antero Braga, um Amigo que já faz parte do Encontro Livreiro e que, não podendo estar presente no II Encontro, realizado no passado dia 27 de Março, mandou mensagem (sms para Luís Guerra) que foi lida, nessa ocasião, a todos os presentes e agora aqui fica registada no nosso blogue:

«Não estou presente fisicamente com enorme pena mas creia que estou com todos vós espiritualmente. Amar os livros só alguns têm esse privilégio. Que continuemos a ter esse desígnio. Transmita por favor a todos os presentes, companheiros desta nobre actividade, que espero no futuro dar a todos aquele abraço. Antero Braga»

Eu leio, tu lês, ele lê...

Ilustração de Gérard Dubois, desviada do blogue «o silêncio dos livros», do livreiro e amigo Hugo Miguel Costa.



E se em vez de dizermos apenas

[...]
Autor
Editor
Distribuidor
Livreiro
Escrever
Editar
Distribuir
Vender
[...]

conjugássemos diariamente o verbo


LER

?

Luís Guerra

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Exigir que «isto não fique assim»

FICAR ASSIM? É IMPOSSÍVEL! (1)

«Os dias correm»
e as citações decorrem...
I. Francisco José Viegas
«Os últimos dias foram, naturalmente, agitados. Por isso, uma explicação aos leitores do blog.
1. Três, quatro dias em «formação a livreiros», Lisboa, Coimbra e Porto. Uma tarefa agradável, entusiasmante — e até comovente. Cerca de 150 livreiros, aproximadamente, com quem se falou de livros. Aprender muito, bastante; ouvir relatos de experiências «do outro lado da barreira», de gente que manuseia livros, arruma livros, vende livros, devolve (com tristeza) livros não vendidos. Acho que a formação foi, realmente, para mim.»: http://origemdasespecies.blogs.sapo.pt/

II. Francisco José Viegas
«A culpa é do livro digital? Não apenas. É sobretudo de uma gestão virada para o “capital financeiro”, que acreditava que podia vender livros da mesma forma que venderia produtos de limpeza, e que poderia impingir eternamente subprodutos infames. Como estava escrito há muito, o livro vingar-se-ia dos seus algozes ignorantes – mas, infelizmente, é um mundo que, tal como se anunciava, termina os seus dias deixando um rasto de desemprego, de desolação e de culpa. É assim.»:
http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/02/blog-798.html

III. Francisco José Viegas
«O debate, vai-não-vai, centra-se(…).
Acontece que a crise das livrarias (…) não começou com (…)
Começou com (…) a imbecilização (…), enfim, uma série de factores que com facilidade nos arrastariam para o ainda mais fácil (e mais perigoso) discurso sobre a decadência da Humanidade. Não é preciso ir tão longe; mas cada um de nós (…).
Talvez se consiga que estes assuntos entrem no debate (…).»:
Ler 101 – Abril de 2011.

IV. Francisco José Viegas
(Fiquemos por aqui, podendo sempre voltar, naturalmente! Por agora baste o convite para ir às fontes: blogues e LER. Por favor, não me peçam é para ser, aqui, mais académico do que…).

V. Luís Filipe Cristóvão
«Deixem-se de merdas, somos todos culpados .
(…)
O problema da Trama somos todos nós. Não sabemos o que andamos aqui a fazer.»: http://luisfilipecristovao.blogspot.com/2011/04/deixem-se-de-merdas-somos-todos.html?spref=fb.

E?...
É natural: exigir que «isto não fique assim».
L. V.


[Copiado integralmente de «Chapéu e Bengala»]

domingo, 17 de abril de 2011

O momento livreiro

Reproduzida, com a devida vénia, do blogue Pó dos Livros

«Ouçam e leiam, por favor, o que vai por aí e vamos ver se temos ideias para trocarmos sobre o momento livreiro, na realidade e na discussão.»

L.V., in «Chapéu e Bengala», depois de ouver programa sobre O Futuro do livro e das livrarias.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Procedimentos

«O que me transtorna é ser informado que uma novidade como Menos por Menos, de Pedro Mexia, está esgotada. Então, senhores, em que ficamos? Não é este um país de reduzidíssimos hábitos de leitura? Não é a poesia, a par do teatro, o género que menos vende, e que em breve estará confinado a edições de 50 exemplares? Não estamos nós mergulhados numa enorme crise?»

Mas vale a pena ler o texto completo AQUI.

«Deixem-se de merdas...»



«Deixem-se de merdas, somos todos culpados»

Luís Filipe Cristóvão


terça-feira, 12 de abril de 2011

O livro interminável


«Porque a pesar de las muchas ventajas del e-book, tiene un problema. Parece que siempre estás leyendo el mismo libro.» Fietta Jarque

Uma grande NOVIDADE!

«À VENDA NAS MELHORES LIVRARIAS


VEJA O VÍDEO DO NOVO BOOK

Cumprimentos,
Bruno Malheiro & Marta Peixoto

Todos os dias são bons para visitar uma livraria. Não permita que as livrarias se transformem numa «espécie em vias de extinção»!

domingo, 10 de abril de 2011

Convite para um copo

Se nada acontece por acaso, talvez que em conjunto consigamos inventar aqui no blogue do Encontro Livreiro alguma forma de o tornar inteiramente correspondente, em vivacidade, aos próprios encontros já realizados: o de 28 de Março de 2010 e de 27 de Março deste ano de 2011.
De facto se a vivacidade é a da fogueira de palha, não te fies. As batatas não chegarão a cozer e cruas só com muita fome... As visitas ao blogue voltaram a números que... Não faço ideia se há que aplicar aquela que diz: «poucos e bons». É sempre verdade, mas neste caso se a fogueira está morta... Antes de mais acusar (mail de ontem, colectivo) o alerta do nosso administrador, o Luís Guerra, amigo excelente de todos os que por aqui já vieram e de muito boa gente mais, a que poderá aparecer quando quiser.
Embora lhe tenha chamado um «pedido», prefiro chamar-lhe simplesmente um «alerta». É por causa da sensação de que a quem nos faz um pedido prestamos um favor, ao corresponder... E isto aqui é para quem quer. Favores, isso fica para outras fases da Lua.
Vou dizendo isto a brincar, mas não brinco com isto: se o Encontro Livreiro partiu de um convite para um copo, talvez um novo convite para um copo se não de Moscatel talvez de ideias e factos nos leve a pagarmos uns aos outros umas boas rodadas aqui à mesa do blogue.
Como por exemplo? Parece-me fácil. Só a «copiar», com a devida vénia, o que em milhentos blogues nos interessa a todos, os quantos nos entendemos pela tal feliz designação de «Gentes do Livro», só isso já é muito e um grande favor para muitos, para mim, por exemplo, que perco tanta informação e interessantíssimos debates de ideias. E se não der para copiar, dar um resumo com um comentário, com uma opinião. Umas boas rodadas!
De entre nós quem já acompanhou de perto esse espantoso convívio de taberna aonde fui buscar a imagem de «umas rodadas»?
Há muito que ando a aprender a ideia de «atabernar as livrarias». Voltei agora a pensar miudamente nesse ponto quando li aqui no blogue: «Todos os dias são bons para visitar uma livraria». Um dia destes talvez a gente pudesse conversar a propósito. Que dizem daí, amigos?

M. Medeiros, o livreiro velho

Dia da Arrábida e de Sebastião da Gama

«Em Azeitão, a 10 de Abril de 1924, nasceu Sebastião da Gama.
10 de Abril:
DIA DA ARRÁBIDA E DE SEBASTIÃO DA GAMA»

domingo, 3 de abril de 2011

Livrarias

Todos os dias são bons para visitar uma livraria.
Não permita que as livrarias se transformem numa «espécie em vias de extinção»!


É dia de folga?
Mas pode sempre espreitar pela montra e voltar lá depois.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Promoção do livro e mediação de leitura

Caríssima/o,

A Culsete vai realizar mais uma actividade de promoção do livro e mediação de leitura.

É já no próximo sábado, 2 de Abril, Dia Internacional do Livro Infantil, e o público preferencial são as crianças e jovens, mas não só.

A data coincide com a comemoração do aniversário de nascimento do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen.

A partir das 15 horas a porta da nossa livraria estará aberta para receber os escritores Luísa Ducla Soares e Fernando Bento Gomes e o ilustrador e autor de banda desenhada José Ruy e todas as crianças e jovens que queiram descobrir centenas de livros, para diversas idades e interesses. Esperamos também que familiares e outros agentes educativos e culturais nos visitem nessa tarde, pois conviver com livros é sempre uma grande festa.

O programa será diversificado. Além do convívio com os escritores, haverá leitura de textos e narração de contos e oportunidade para desenhar o que for ouvido ou simplesmente imaginado. Além de outras surpresas que não vamos revelar agora. Esperem para ver!

Julgamos não ser necessário insistir no facto de que criar hábitos de leitura nos mais novos deve ser um imperativo de todos nós, educadores, mediadores, animadores de leitura, profissionais do jornalismo cultural e do livro, que também somos leitores. Quanto mais uma criança lê ou ouve ler mais se motiva para novas leituras, mais se abre ao novo, mais se desenvolve, mais cresce.

Efectivamente, a interiorização de hábitos de leitura depende em grande parte da frequência e da qualidade das interacções do indivíduo com o livro e quanto mais cedo começar melhor. A todos nós cabe grande parte deste trabalho.

Entendida como algo de que as nossas crianças e jovens não deverão separar-se e que os acompanhará ao longo da vida, a leitura faculta a aquisição de competências fundamentais para a sua formação e integração social e contribui para o seu sucesso escolar.

Enquanto mediadores entre a criança e o livro, precisamos constantemente de encontrar novas respostas para criar leitores competentes e interessados e não deixar que arrefeça o interesse daqueles que já lêem. Daí, serem tão importantes actividades de mediação construídas a partir de um conjunto de metodologias participativas, como a que vamos levar a cabo no próximo 2 de Abril.

Dado o interesse desta actividade, vimos, pois, pedir-lhe que colabore connosco na sua divulgação, a fim de que ela chegue ao maior número possível de interessados.

E, claro, esperamos que apareça e se envolva nas actividades.

Até 2 de Abril.

Fátima Ribeiro de Medeiros

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Ler também Manuel Medeiros, o Livreiro Velho, em Chapéu e Bengala.

Embebedemo-nos pois dessa paixão comum.


«ISTO NÃO FICA ASSIM»,
POIS DEVE SUBIR À CABEÇA


Um pedido de Rita Pimenta e Luís Guerra para... Está bem, eu conto!

Imaginar o campo de futebol de Angra do Heroísmo. Finais dos anos quarenta ou início dos anos cinquenta
(Século? Ah! Se o digo vou ficar mais velho!):
Está a decorrer um jogo entre os dois rivais, o Angrense (vermelho à Benfica) e o Lusitânia (riscas verdes à Sporting).
Jogo de paixões, um Sporting-Benfica à escala. O episódio passa-se do lado da bancada e nós, os moços estudantes do Seminário Episcopal,
de pé no topo da mesma, por acordo e preço especial. Por isso foi ver e também ouvir. Tudo pequeno e, portanto, próximo.

- «Isto não fica assim!»- diz o do Angrense, que um pouco antes levara do outro uma forte canelada;
- «Não, não! Isso vai inchar!» - responde o Peixoto, do Lusitânia, que fora o autor da dita.

No 28 de Março de 2010, seu dia de anos, terminado o I Encontro Livreiro, contei ao Luís Guerra este episódio
que a memória, ao longo da vida longa, me veio trazendo para muitas circunstâncias, quer pela positiva quer pela negativa.
Vai daí agarrou e, sem aviso prévio, Sua Excelência, ao criar o nosso-BLOGUE, proclamou que «ISTO NÃO FICA ASSIM!».

Na altura, foi mais uma boa ocasião para ouvir num eco: «ISTO NÃO FICA ASSIM!».
E desta vez?
Leram este comentário no «chapeuebengala.blogspot.com»:

Embebedemo-nos pois dessa paixão comum. (Rita Pimenta)?

Se leram, então acho que posso, aqui no blogue de todos, brincar com o Moscatel...
Até porque:
«não gostamos de brincar com coisas sérias, mas temos por muito bom que coisas sérias se possam fazer a brincar».

A brincadeira AQUI é esta:
Depois de bebido o Moscatel de Setúbal,«ISTO NÃO FICA ASSIM!» Não pode!
Vai subir à cabeça! Vai subir à cabeça!
Quer dizer: vai pôr-nos a pensar e daí pode ser que...

Rita Pimenta teve a ousadia de o proclamar:
«Embebedemo-nos pois
dessa paixão comum
»

(comentário, chapéu, 29/3/2011).

Quem está por fazer coro com tão adequada proclamação?

L. V.