segunda-feira, 23 de maio de 2011

Esperança, na Madeira

«Tenho 165 anos de prática de livraria - 50 do meu avô, 50 do meu pai e 65 meus».

Açores em Setúbal

Açores em Setúbal.

Culsete, 28 de Maio de 2011, sábado, 16h30.

Vá «atabernar» à livraria Culsete.

Vai ver que é muito bem recebido, como a Fátima e o Manuel tão bem sabem fazer, e que adorará passar uma inesquecível tarde de sábado, saboreando uns bons nacos de conversa.

sábado, 21 de maio de 2011

Sines não é só o FMM e o FMM não é só música


FMM SINES 2011 Feira do Livro e do Disco

A livraria A das Artes, em colaboração com o FMM, participa na Feira do Livro e do Disco que decorrerá entre 22 e 30 de Julho na Capela da Misericórdia, junto ao Castelo.

Para além das muitas novidades editoriais o visitante poderá encontrar fundos de catálogo tudo com preços abaixo do preço do editor.

Paralelamente decorrerão no Centro de Artes encontros com alguns autores. A entrada é gratuita e será uma boa oportunidade para, pessoalmente, convivermos e trocarmos impressões com alguns nomes importantes do nosso meio editorial.

Enquanto aguardamos outras confirmações estão, para já, agendadas as seguintes sessões:

Sábado, 23 - 17h. - ANTÓNIO PIRES

Domingo, 24 - 17h. - LUÍS FILIPE CRISTÓVÃO

Terça, 26 - 18,30h. - LÍDIA JORGE

Quarta, 27- 17h. - SÉRGIO GODINHO

Sexta, 29- 17h. - JOSÉ DUARTE

Sábado, 30 - 17h. - CARLOS CLARA GOMES e JOSÉ MOÇAS


sexta-feira, 20 de maio de 2011

«Não. Não vale a pena correr tanto como correm por aí.»

No desassossego que é tentar ler o máximo possível dos livros novos que são publicados, e que nos interessam, vão ficando para trás projectos de leitura que se prolongam até ao insuportável.

Valeu, neste caso, a reedição, em boa hora, de alguns dos diários de Miguel Torga.

Não se lêem como um romance porque não são um romance. Mas há poesia pelo meio como seria de esperar.

Torga fala de poesia, da sociedade, da terra, das pessoas, de política e, claro, de literatura.

Vejamos o que ele nos lega, desde Coimbra a 20 de Novembro de 1965, acerca dos livros:

“Não. Não vale a pena correr tanto como correm por aí. Há obras essenciais, e há obras que nunca o serão, mesmo entrando em linha de conta com as variações dos gostos e de critérios de avaliação que o tempo motiva. Obras que nascem para viver, e obras que nascem para morrer. As que renovam a língua e a visão das coisas, que dão às palavras uma força nova, uma vibração original, e as que nada acrescentam ao que já estava. A gente mal concebe que as primeiras não existissem, e passava perfeitamente sem as segundas. Que falta fazem hoje as toneladas de versos do Cancioneiro Geral, e que mão seria capaz de riscar o do mapa literário português? Cada livro é um candidato à eternidade em perpétuo exame. A prova da sua excelência nunca termina. Dissecado à mesa anatómica de todas as gerações, por todas tem de ser aprovado, sem receber de nenhuma o diploma final. Alguns ficam reprovados sem apelo logo ao primeiro interrogatório. Outros prosseguem no concurso, até ver. Daí a inutilidade dos triunfos forjados, dos sucessos publicitários. Na maioria dos casos são derrotas irremediáveis, amanhã. Os cemitérios da glória abarrotam como os da obscuridade. Cada vez há mais cadáveres para enterrar. É impossível subornar júris sucessivos. Lá vem o momento em que tudo depende das forças vitais do próprio examinando. Por isso, quem se arrisca a lançar ao mundo um penitente desses, o melhor que tem a fazer é deixá-lo seguir discretamente o seu destino. A atenção que merece assim desamparado é a única consolação e a única fonte de esperança que o autor pode ter” (pp. 125-6).

Folheando o dia-a-dia daquele que é um dos grandes vultos da literatura portuguesa vamos convivendo com um homem bom, solidário, clarividente, honesto e correcto.

Se alguém duvidava que ler nos torna melhores pessoas, basta ler os diários de Miguel Torga para desfazer as dúvidas e, até, nos envergonharmos de algumas atitudes do nosso quotidiano.

Para terminar, aqui deixamos o poema Mágica, lançado no diário a 1 de Fevereiro de 1966, escrito em Coimbra, poema que nos oferece uma maravilhosa definição de poeta:


Lírica tarde, oculta
No trivial.
Um retalho de céu emoldurado
No caixilho dos olhos,
Um carro de ciganos, lento e majestoso,
Alheio ao frenesim do trânsito da rua,
Um verso recordado
À memória esquecida…
São assim os poetas.
Cobrem as horas de nudez da vida
Dum largo manto de emoções secretas.

Sines, 14 de Maio de 2011

Joaquim Gonçalves
livreiro

[publicado originalmente no blogue d'A DAS ARTES]

terça-feira, 17 de maio de 2011

O que acontece na Feira para além da venda de livros também costuma fornecer lenha para algumas discussões.

«[...]
Que a Feira possa continuar a ser esta agradável mistura de livros com farturas, de raridades bibliográficas com roulottes de comida suspeita, de criancinhas insuportáveis com encontros inesperados, é o que posso desejar, de preferência com mais fundos de catálogo e menos novidades, que para isso temos o resto do ano.»

Sara Figueiredo Costa

As Feiras do Livro e as livrarias independentes

[...]

Exposto isto, não nos resta a nós, pequenos livreiros, outra alternativa senão criarmos uma Associação de Livreiros Independentes, o que não é fácil, com os escassos recursos que temos e as distâncias geográficas que nos separam.

Talvez seja eu que acabo de ler o Dom Quixote e ande a sonhar com moinhos de vento. Pode ser que seja!…

Jaime Bulhosa

Imperiais, farturas e obras públicas: coisas sobre a 81ª Feira do Livro de Lisboa

«Andam todos a comer-se uns aos outros, como os peixes do Padre Vieira, e não se dão conta disso.»

diz o Gonçalo Mira (um dos fundadores do nosso Encontro Livreiro)... e nós recomendamos a leitura integral de mais este balanço, muito pessoal, da Feira do Livro de Lisboa de 2011 que também fala do futuro, dos livreiros, dos editores e de muitas e importantes coisas mais. Boa leitura e venham daí esses comentários.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Feira do Livro de Lisboa - um balanço

«(...) se a Feira serve exactamente para o mesmo que as livrarias, para que servem as livrarias? Pensarão os editores que, esvaziando as livrarias conseguem melhores resultados financeiros? A curto prazo, talvez, mas a longo prazo, tenho dúvidas. (...)»


Sara Figueiredo Costa
Ler texto completo (vale a pena ler o texto completo) AQUI.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Defendamos e valorizemos o minifúndio

Em nome da diversidade e da liberdade de escolha dos leitores, defendamos intransigentemente a valorização do minifúndio editorial e livreiro!

Luís Guerra
[bebendo inspiração na ideia de "valorização do minifúndio" que lhe chegou num e-mail do Livreiro Velho]

domingo, 1 de maio de 2011

Em abril, águas mil...

«(...)
Embora Santo António não possa estar contente com o vosso calendário e ninguém, portanto, lhe possa atribuir responsabilidades pelo granizo sobre Lisboa, há-de vir bom tempo!
O primeiro fim-de-semana não conta!
Até faz sentido:
respeita-se um velho ditado e fica crédito para se voltar a decidir o prolongamento.

L. V.

Leitura completa AQUI.