sexta-feira, 30 de março de 2012

Fecho de livrarias


O que leva alguém, hoje, em Portugal, a manter uma livraria aberta?

Diga-se, desde já, que falamos de pequenas livrarias, independentes, temáticas ou, sendo generalistas, situadas em locais onde as grandes empresas não apostam. Mas onde há gente. E alguma gente que até nem pode (será que deve?) deslocar-se a grandes urbes onde o investimento tem, à partida, retorno mais rápido.

Sei de alguém que, há uns anos atrás, vendeu o seu automóvel para pagar dívidas da livraria. O estabelecimento continua aberto, mas as dívidas continuam!

Ontem soube do encerramento de portas da "Poesia Incompleta". Diz o proprietário, orgulhando-se de não deixar dívidas a ninguém - e é bem caso para orgulho! - que encerra por "profunda desilusão com o rumo do país" (in Público).

Hoje soube de outra livraria cujo proprietário vendeu um apartamento para pagar dívidas aos fornecedores.

O que leva alguém, hoje, em Portugal, a manter uma livraria aberta?

Serão os livreiros santos?

Ops!... Tenho de sair já para ir entregar às Finanças o "Pagamento especial por conta"... Por conta... Por conta de quê?!

Vão pensando nisto... E naquilo...

Vão pensando!...

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