quinta-feira, 12 de abril de 2012

«Editoras, marketing e pequenas livrarias», de Sara Figueiredo Costa, a propósito de um texto de Jaime Bulhosa, da Pó dos Livros



«Lê-se no blog da Pó dos Livros e era bom que se lesse noutros sítios. Se nem todas as editoras perceberam isto, e se algumas teimam em boicotar o trabalho dos livreiros independentes (quando negoceiam edições inteiras com as grandes cadeias livreiras ou quando ignoram pedidos de envio de livros para clientes que os vão realmente comprar, por exemplo), algo está muito mal no mercado editorial.

O auto elogio arrepia-me, por outro lado, o sobejo de modéstia diminui-nos. A verdade é que a Pó dos livros é a livraria independente que mais seguidores tem no facebook. Já ultrapassamos os 10.000. À primeira vista este facto não teria grande importância e parece uma futilidade. No entanto, 10.000 pessoas enchem um pequeno estádio de futebol. E segundo as estatísticas da página do facebook, por cada recensão sobre um livro, por nós colocada, cerca de 2500 pessoas, por todo o país, lêem-na. Desta forma, não entendo porque é que as editoras não têm um marketing dirigido para pequenos espaços. Dirigem-no apenas para as grandes superfícies. Claro, é óbvio, elas vendem muito, enquanto uma livraria independente vende muito pouco. Mas o que é que faz, de facto, vender um livro? O marketing? Sim, também. Mas não será o boca-a-boca mais convincente e duradouro de que qualquer campanha de marketing? Ainda para mais quando o público das livrarias independentes é constituído por leitores (no sentido tradicional), e não por consumidores de impulso de produtos literários. Ora, não serão exactamente os primeiros a fazer opinião? Fica a reflexão.

Jaime Bulhosa»

Sara Figueiredo Costa, Cadeirão Voltaire 

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