domingo, 1 de julho de 2012

Ler na «Ler»


«O negócio dos Figueira de Sousa», por Sara Figueiredo Costa

[ LER, Julho / Agosto de 2012, nº 115, pp. 58-59, 89-90 ]

«Homenagem - Apesar do abaixo-assinado (pág. 58), o livreiro da Esperança não foi distinguido no 10 de Junho. Devia.»

[ «Sobe & Desce», LER, Julho / Agosto de 2012, nº 115, p. 12 ]



2 comentários:

  1. NÃO SE PREOCUPEM COM OS "LOUROS" PORQUE O LIVREIRO DA ESPERANÇA FALECEU NO DIA 2 DE JULHO.
    O QUE AGORA PRECISA É DA BOA AMIZADE E AJUDA DOS EDITORES E DISTRIBUIDORES PARA QUE A SUA OBRA POSSA CONTINUAR NOS MESMOS MOLDES. E COMO?
    ENVIANDO TODAS AS EDIÇÕES, COMO MOSTRUARIO, PARA AS LIVRARIAS PARA UMA BOA DIVULGAÇÃO ENTRE OS VISITANTES QUE SÃO SEMPRE MUITOS.
    SE NÃO HOUVER DIVULGAÇÃO CONCRETA BÃO HÁ VENDAS.
    NO PRÓXIMO 21 DE AGOSTO O SNR. JORGE FIGUEIRA DE SOUSA RECEBERÁ (A TITULO PÓSTUNO)A MEDALHA DE OURO DA CIDADE DO FUNCHAL.

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  2. É quase sempre assim o que acontece:
    POSTUMAMENTE RECONHECIDO


    Era um poeta completo
    Sentiu sempre a poesia
    Em seu peito sonhador;
    No mundo que percorreu
    Caminhos que palmilhou
    Em tudo quanto dizia
    Ele era mais que um poeta
    Era pura poesia.
    E como sempre acontece
    O mundo o repudiou
    Até louco lhe chamaram...
    Mas ele não se importou;
    Porque o poeta que é poeta
    Nunca,nunca desfalece
    Porque sente a poesia
    E é ela que prevalece
    No decorrer do seu dia
    .......................................
    Um dia o poeta morreu
    Foi encontrado num banco
    De jardim,por alguém
    Que ali passou
    Mas não ligou!...
    A maior surpresa chegou
    Quando foram ao casebre
    Onde vivia,pensando ir
    Deitar fora,quem sabe
    Quanta porcaria...
    Pois o que mais encontraram
    Foram papeis,escritos,
    Emendados,rasgados;outros
    Muito bem alinhados
    Que deixaram os tais senhores
    Que lhe chamavam louco
    Completamente “embasbacados”

    Anos mais tarde
    Q uando há festivais
    Ouvem-se noticias na rádio
    Lê-se em todos os jornais
    Que o poema premiado
    É do senhor X
    Poeta consagrado a quem se
    Irá dedicar um dia
    Porque não pode jamais
    Ser esquecido
    Quem tão bem soube
    Sentir a poesia.
    Tudo isto ouves tu
    Ouve o mundo e oiço eu
    Mas somente depois que
    O poeta morreu
    Por sinal , enregelado
    Num qualquer banco
    De um qualquer jardim
    Completamente abandonado

    A vida do poeta pobre
    Vulgarmente acaba assim!...
    Não faz sentido mas
    É apenas
    POSTUMAMENTE RECONHECIDO

    Manuela Baptista


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