quinta-feira, 29 de novembro de 2012

E neste caso coincide ser Dia das Livrarias a 30 de Novembro.



Morrer numa livraria chateia tanto como morrer noutro sítio qualquer, suponho. Mas se é mesmo preciso praticar essa maçada de morrer, que seja em serviço. Foi isso que Fernando Assis Pacheco fez numa manhã de 1995, num 30 de Novembro. Saiu de casa para ir trabalhar, passou pela livraria de todos os dias, apagou-se. 
A morte-merdeira não tem atenuantes. A puta infame tem quanto muito coincidências. E neste caso coincide ser Dia das Livrarias a 30 de Novembro. 
Acho que sei quem saberia rir da coincidência. E brindo a isso.

João Pacheco

Acabado de publicar no site da Fundação José Saramago com a seguinte nota: «E não é que Fernando Assis Pacheco se juntou à festa do Dia das Livrarias, com a ajuda do filho João? Aqui vai a mensagem que o João Pacheco nos escreveu. Com saudades, todos.»

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