quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O porquê de eu vir à Culsete



Gostaria de dizer, não sendo de Setúbal, nem morando cá, porque venho sempre que me é possível a esta livraria, nascida dos sonhos e da perseverança do casal Medeiros, unido pelos mesmos ideais, pelo mesmo amor aos livros e pelas mesmas competências intelectuais.

Pois o que me traz e sempre trouxe é a dinamização, são os eventos culturais. Nesta área a Dra. Fátima supera-se a si própria, na preparação, organização e condução dos encontros literários, quer sejam em forma de apresentação de livros, sejam tertúlias, sempre bem sucedidas, onde pontua a boa prosa, a boa poesia, a boa música e porque não o moscatel da sua Setúbal.

Com uma dinâmica entusiasta feita de saber, faz a apresentação dos convidados e de improviso ou com o seu trabalho de casa muito bem preparado dá início às sessões. É só usufruir.

Os dias dedicados às crianças nunca são esquecidas na Culsete, datas em que escritores para crianças nunca faltam.

A propósito, orgulho-me de ter aprendido muito com Fátima e com o seu livro Do Fruto à Raiz, resultado de parte da sua investigação para a sua tese de mestrado. Autores portugueses de livros para crianças e a sua obra chegaram ao meu conhecimento, como Ana de Castro Osório de quem tinha um livro, mas desconhecia completamente ter sido grande investigadora e pioneira como autora de livros portugueses para crianças, ou Sidónio Muralha sobre quem nunca ouvira falar, talvez pelo seu exílio desde cedo e esquecimento em Portugal. Este ano reeditado tem sido muito divulgado e ainda bem, pois é um livro de poemas maravilhosos. Foi interessante a descoberta tardia, já que em criança só por via oral me chegaram os contos e aos 12 anos já lia outro tipo de livros. Evidente que com a filha chegaram livros infantis, mas excepcionando talvez o Aquilino, eram todos de autores estrangeiros. Mas mesmo sobre Hans Christian Andersen, foi na Culsete que me aproximei mais dele, aos seus maravilhosos recortes em papel, ao seu diário interessantíssimo da viagem a Portugal e à sua passagem por Setúbal. E que dia bonito, aquele em que foi plantado o Abeto, e que contente e orgulhosa estava a família Medeiros pelo tanto que contribuíram para essa comemoração. Estive cá!!!

Maria Fernanda Pinto

Setúbal | Culsete | 30 de Novembro de 2013


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