quinta-feira, 28 de março de 2013

«[...] é um encontro de pessoas dos livros, num ambiente irreproduzível de intimidade e companheirismo. ali todos falam, não há convidados nem oradores nem mesas redondas.»


IV Encontro Livreiro . 7 de Abril

já muitas vezes falei do Encontro Livreiro e da importância que ele assume no meu ano e no meu trabalho. Agora, a pouco mais de uma semana da próxima edição vou voltar a falar-vos dele. o encontro surgiu em 2010 com a grande energia e vontade da Culsete e do Manuel Medeiros, nosso Livreiro Velho, e da Fátima, com o incentivo único do Luís Guerra que nunca (nunca) desanima nem perde o entusiasmo. é um encontro de pessoas dos livros, num ambiente irreproduzível de intimidade e companheirismo. ali todos falam, não há convidados nem oradores nem mesas redondas. a postura deste encontro é portanto muito diferente de tudo o que se tem feito sobre livros onde uns têm coisas a dizer e outros têm notas a tomar. à volta de um moscatel de setúbal depois do peixe grelhado, num domingo de primavera, conhecemo-nos, falamos, discutimos o futuro do livro. a postura é sempre positiva, o ambiente é sempre descontraído e saímos sempre de lá com o peito cheio. desde o II Encontro que tenho o privilégio de trabalhar de perto com estas pessoas. de me encaixar no mesmo espaço e no mesmo entusiasmo, de saber que há sempre um último domingo de Março (salvo esta excepção, por causa da Páscoa) onde podemos abertamente dizer o que pensamos, debater ideias no verdadeiro sentido do debate e entender de forma aberta quais as ideias e as posturas de cada pessoa neste contexto. ali conhecemos pessoas de quem sempre ouvimos falar, revemos "amigos do Encontro Livreiro". dois meses antes começamos a encontrar pessoas na rua ou em lançamentos e a despedirmo-nos com o habitual "vemo-nos em Setúbal". por isso vemo-nos em Setúbal na tarde de 7 de Abril, na Culsete. deixo-vos em baixo o press que estamos a usar e qualquer informação que precisem estou à disposição ou têm sempre o blog do Encontro, Isto Não Fica Assim
deixo ainda a notícia já aqui falada dos nossos Livreiros da Esperança 2013 Caroline Tyssen e Duarte Nuno Oliveira da Livraria Galileu em Cascais que serão homenageados neste dia. para além disso vamos organizar / pensar o Dia das Livrarias, numa parceria entre o Encontro Livreiro e a Fundação José Saramago, já celebrado pela primeira vez em 2012. 
portanto, até dia 7, como sempre, às 15h. a livraria Culsete fica em Setúbal, aqui

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cartaz de Pedro Vieira

No próximo dia 7 de Abril, pelas 15 horas, a livraria Culsete, em Setúbal, recebe a IV edição do Encontro Livreiro.

O Encontro Livreiro é um espaço de debate e troca de ideias povoado por gentes do livro, de livreiros a editores, passando por escritores, revisores, tradutores e várias outras profissões directamente relacionadas com o universo do livro. É, sobretudo, um espaço povoado por leitores, condição transversal a quem trabalha no sector editorial e livreiro e a quem, não trabalhando, se reconhece na familiaridade que a partilha de livros e leituras oferece a quem neles se reconhece.

À semelhança da edição anterior, o Encontro Livreiro atribuirá o diploma “Livreiros da Esperança”, este ano distinguindo Caroline Tyssen e Duarte Nuno Oliveira, livreiros da Livraria Galileu (Cascais), que celebrou em Dezembro passado quarenta anos de actividade. Lembramos que o livreiro distinguido na edição passada foi Jorge Figueira de Sousa, da Livraria Esperança (Funchal).

No âmbito do Encontro Livreiro, que começou a reunir na Culsete por iniciativa de Manuel Medeiros, livreiro da casa, com a colaboração de Fátima Medeiros e Luís Guerra, váriosprojectos têm vindo a surgir e queremos que outros possam nascer da troca de ideias e pontos de vista que este Encontro pretende ser. O Dia das Livrarias, numa parceria entre o Encontro Livreiro e a Fundação José Saramago, assinalou-se em 2012 e voltará a assinalar-se este ano, prevendo-se que do IV Encontro saiam novidades sobre a sua organização. Também outros encontros nasceram deste encontro inicial: na livraria Traga-Mundos, em Vila Real, aconteceu no passado dia 24 o I Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro, e noutras livrarias espalhadas pelo país começam a preparar-se novos encontros, de modo a descentralizar este espaço de discussão e ideias, levando o debate a todas as partes onde haja quem queira nele participar.

Sara Figueiredo Costa

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Rosa Azevedo, «Estórias com Livros»

Livrarias - mesa posta para a Páscoa

Galileu - Cascais

Culsete - Setúbal

27 de Março de 2013 (fotos de Luís Guerra)

quarta-feira, 27 de março de 2013

«O livro democratizou-se, para o bem e para o mal, sustentado por uma estratégia de marketing que entroniza a mediocridade em escaparates onde, se não nos pomos a pau, esbarramos ao entrar da porta.»


ESPAÇOS DE VENDA DE LIVROS OU A LUTA PELA SUBSISTÊNCIA

Embora a efeméride tenha passado injustamente despercebida, comemorei, no dia 21 de Março de 2011, o cinquentenário de compradora de livros. O facto de a escolha da estreia ter recaído sobre um livro de poemas, O Luar de Janeiro de Augusto Gil, foi, decerto, mera coincidência pois, que me lembre, ainda se não comemoravam os dias de tudo e mais alguma coisa. Também me atraiçoa a minha memória regressiva quando lhe bato ao ferrolho como quem lança um S.O.S. De onde me terão vindo os 25 escudos da “Balada de Neve” & Companhia? 
Nunca tive essa coisa gostosa de semanada ou mesada. Argent de poche, limitava-se a uma expressão francesa de que só conhecia o significado. Os meus únicos proventos, que não chegavam a aquecer as mãos, eram uns miseráveis trocos escuros provindos da minha actividade de prestadora de serviços à minha mãe, raramente ultrapassando os cinco tostões, de imediato convertidos em cinco rebuçados de fruta ou num cúbico caramelo de prata colorida. Um consolo!
O acto de ir à Livraria Branco com outro fim que não fosse o da aquisição de material escolar, de passar de um lápis para um livro, constituiu para mim algo muito sério com gostinho a uma maioridade semelhante à de substituir os infantis soquetes pelas adultas meias de vidro.
Depois de Augusto Gil foi a vez de José Régio e de Florbela Espanca, vendidos por aquela altura respeitável do saudoso Sr. Adriano. Gostava de decorar poemas para brilhar, histrionicamente, nas lições nº cem. Também fui atacada pelo vírus dos versos (não da poesia, hélas!) submetidos, subrepticiamente, nas aulas de Português, ao parecer do saudoso Eduardo Guerra Carneiro, o meu primeiro crítico literário…
Pede-me o proprietário desta casa um texto sobre a minha experiência de frequentadora de livrarias na região, pelo que omito a Coimbra do meu Torga e o Porto da Leitura e da Bertrand.
Radicada nesta cidade há mais de 30 anos, é por estas bandas que vasculho a oferta livreira. Guardo, com a Branco, a fidelidade jurada no tal casamento, apenas quebrada com pontuais facadas quando uma força irresistível me empurra para dentro da Bertrand ou quando, numa surpreendente jogada de antecipação, a Traga-Mundos espicaça o meu telurismo com uma edição de comprovinciano ainda a cheirar a tipografia. 
O livro democratizou-se, para o bem e para o mal, sustentado por uma estratégia de marketing que entroniza a mediocridade em escaparates onde, se não nos pomos a pau, esbarramos ao entrar da porta. Quer isto dizer que a oferta visível pode desmotivar quem busque aquilo a que é justo rotular de literatura. A par deste aspecto, temos uma evidência comum a várias vilas e cidades pouco populosas. Com meia dúzia de leitores/compradores, como haveriam de sobreviver os comerciantes que teimam em reservar, nas suas lojas, um espaço para a cultura? Surge assim um hibridismo de oferta onde umas estantes alojam os escritores de maior ou menor (ou nenhuma) procura para onde nem olha quem vai à procura da última Caras, de uma raspadinha, de bugigangas, de uns produtos de beleza, de uns brinquedos, de produtos artesanais ou outros.
Longe de ser uma crítica, resulta esta achega da observação de uma realidade que veio para ficar. E também encerra uma palavra de reconhecimento e admiração por quantos teimam em manter vivo um património indispensável ao aconchego intelectual de quantos buscam na leitura uma prazer, uma companhia em horas solitárias, uma inesgotável fonte de aprendizagens, um meio de melhor conhecer a psicologia humana e o mundo que os rodeia.
O espaço onde nos encontramos é o exemplo vivo e singular de tentativa de fixação de leitores através de uma estratégia comercial. Com a particularidade, assumida orgulhosamente, de se constituir como um polo da complexa identidade transmontana nas suas várias vertentes, o António Alberto apostou na variedade e qualidade de produtos da região, hierarquizando-os, de modo a garantir o protagonismo à literatura que por cá se vai publicando, dela fazendo a rainha deste “país do vinho e do suor”, como disse António Cabral. A acrescentar o intimismo do local onde gente de cultura se reúne, sem mordomias nem salamaleques, antes num espírito de convívio com sabor a serão familiar, em roda de amigos. Para assistir a apresentação de livros, a sessões temáticas, a exposições de artes plásticas, a provas de vinhos e a um sem número de iniciativas nascidas da dedicação e do empreendedorismo de um bem intencionado vila-realense. Sem grandes ambições nem falsas ilusões quanto à procura de bens do espírito, tem vindo a conquistar o seu espaço, passo a passo. 
Penso que é esta coexistência pacífica entre produtos para diferentes públicos a opção para a continuidade do comércio do livro. Como diz o povo, deste modo dá a risa para a chora… 
Mais intolerante me manifesto com as secções de livros das grandes superfícies. Misturada com feiras de queijos, de vinhos, de fumeiro e outras, a literatura perde a sua dignidade. Se as receitas culinárias das apresentadoras de televisão ou as biografias dos futebolistas não ficam mal no cesto das compras com chouriços, repolhos, cervejas ou com material desportivo, não acredito que se sintam confortáveis Lobos Antunes e companhia ao alombarem com a areia do gato, o garrafão de azeite em promoção, o leve três pague dois de qualquer coisa e ao chegar-lhes ao nariz o cheiro do bacalhau e de seus colegas isentos de molho…
Os tempos que vivemos são pouco consentâneos com o consumo de bens não essenciais, mas bom seria que todos tivéssemos a capacidade de afogar em linhas e letras angústias presentes, numa espécie de evasão no tempo, um pouco como diz Padre António Vieira: “O fim para que os homens inventaram os livros foi para conservar a memória das coisas passadas contra a tirania do tempo e contra o esquecimento dos homens, que ainda é maior tirania.”

M. Hercília Agarez, professora aposentada e escritora

[texto solicitado à autora para servir de mote ao I.º Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro e apresentado pela própria no dia 24 de Março de 2013 (domingo), pelas 15h00, na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real].

Publicado originalmente no blogue da Traga-Mundos.


terça-feira, 26 de março de 2013

«Entre quem é».

«O prazer de perder a conta ao tempo...

Pela voz da minha mãe, percebi que ainda antes de saber escrever já espreitava, em bicos de pés, os livros para colorir que, amavelmente, estendiam sobre o balcão da Mário Péricles, uma livraria de referência na cidade de Bragança, que entretanto encerrou portas.
Quando aprendi a ler, não tardei a descobrir o prazer de perder a conta ao tempo, embrenhada em páginas, à cata de histórias, de novos mundos, de sensações e observações colhidas pelo autor.
Não havia, aliás, não há maior alegria do que comprar ou receber um livro. É essencial saber escolher um título numa panóplia imensa, procurar uma obra que não entrou no circuito mediático, dar com uma publicação que não é rabiscada por escritores consagrados, encontrar páginas que nos ensinam algo, que salvaguardam o que nos preenche ou que se revelam o presente ideal para alguém de quem gostamos. E nada como poder contar com a sábia ajuda de um livreiro nestas tarefas.


Assim, nasceu o meu contacto com as livrarias da região, sedimentado no impulso de comprar para ler ou para oferecer, sim, porque, para mim, a melhor partilha ainda acontece na cumplicidade silenciosa de um livro. O atendimento personalizado, o tempo sem urgências, a prioridade à palavra e a vontade de conhecer o cliente, as suas necessidades ou expectativas, povoam a atmosfera destes espaços, tornando-os distintivos.
Para além desta empatia íntima para com os livros, não deixa de ser curioso que a minha primeira reportagem que conheceu a tinta foi, justamente, sobre as livrarias de Bragança, minha terra natal. A inexistência de estabelecimentos que se dedicassem à venda exclusiva de livros foi o enfoque dado. Por uma questão de sobrevivência, conjugavam essa vertente com serviços de papelaria, dos quais, como me asseguraram alguns entrevistados, auferiam mais rendimentos. Só por alturas do Natal é que as vendas de livros registavam um acréscimo. As justificações para essa dualidade de oferta surgiam rápidas e certeiras: a falta de clientes, os primórdios da crise, a concorrência dos hipermercados e a Internet.
Hoje, volvidos oito anos, gostaria de perceber se este cenário, traçado com tanto realismo, se manteve ou se os problemas se agudizaram e, ainda, de que forma é que se perspectiva o futuro do negócio dos livros em Trás-os-Montes.
Dos meus tempos de faculdade, recordo com nostalgia os alfarrabistas de algumas vielas do Porto. Um deles, paredes meias do sítio onde morava, era inclusivamente transmontano, um mirandelense cheio de orgulho nas suas origens. Ali, sentia a hospitalidade com que um conterrâneo, mal sente empurrar a porta, diz sem reservas: «entre quem é». Aquele senhor, já de cabelos brancos, saudava tão afavelmente quem chegava que era como se entrássemos numa casa familiar e, com total à-vontade, podíamos percorrer o olhar pelas estantes, serpentear pelo amontoado de livros no chão, ler as contracapas vagarosamente, optar por levar ou deixar ficar sem que, por detrás do balcão, houvesse uma expressão de censura ou de aborrecimento.
Por cá, fazia-me falta essa proximidade, essa simpatia, essa compreensão tácita, essa conversa fácil e descomprometida. Felizmente, reencontrei tudo isto em terras transmontanas. Nos últimos tempos, assisti, presencialmente ou acompanhando pelas redes sociais, ao surgimento de um novo paradigma de livraria. Atrevo-me a dizê-lo assim. São espaços que nasceram por amor às letras, privilegiando (e bem!) as produções regionais, mas congregando outro tipo de ofertas, capazes de cativar diferentes públicos. São o reflexo do dinamismo e da visão dos seus mentores, gente com uma filosofia de trabalho revolucionária. São eles que programam as actividades dos espaços, promovendo, obviamente, apresentações de livros pela voz dos próprios autores, tertúlias, saraus e encontros com escritores transmontanos, mas não se ficam por aqui. Lançam iniciativas em contracorrente, como sejam workshops (de fotografia, de ilustração científica, de cartonagem, de edição de imagem digital, de como fazer pão em casa ou compotas e geleias tradicionais, entre outros), cursos (de iniciação à prova de vinhos do Douro ou como harmonizar vinho com gastronomia), provas (de méis, de Vinho do Porto), oficinas de escrita, ateliers de expressão plástica, visitas ao património ou passeios pedestres. Também é frequente ver estes espaços prestarem-se a servir de palco a exposições (de fotografia, de pintura, de escultura, de arte digital), a ciclos de cinema, a concertos ou como promotores de produtos regionais, como sejam as peças de artesanato ou os vinhos.
Falo, pois, da Traga-Mundos e da Vila Teca, em Vila Real, da Poética, em Macedo de Cavaleiros, e da Galeria História e Arte, em Bragança. Têm vindo a afirmar-se como pólos de debate de ideias, de aprendizagens incomuns, de convívios e de afectos. Por outro lado, não descuram as ferramentas que a Internet lhes proporciona, aproveitando para dar visibilidade ao que tão bem fazem através dos blogues e das redes sociais.
Não posso terminar sem deixar uma palavra de apreço e de admiração pelas livrarias centenárias, como o caso da livraria Branco, em Vila Real, por conseguirem desafiar o tempo e adaptarem-se, sem nunca perderem o que de melhor têm: pessoas que sabem o que são os livros e que os respeitam em toda a sua dignidade. Afinal, como escreveu, o padre António Vieira: «o livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive».
Da minha parte, continuo a coleccionar livros para, um dia, ter uma pequena biblioteca dentro de portas, por isso, a certeza, também, de que continuarei a vigiar o que se vai fazendo na região a favor do maior benevolente e incondicional companheiro, aquele que nos une todos aqui, hoje: o livro.»


Patrícia Posse, jornalista (n.º 9322)

[texto solicitado à autora para servir de mote ao I.º Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro e apresentado pela própria no dia 24 de Março de 2013 (domingo), pelas 15h00, na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real]

Publicado originalmente no blogue da Traga-Mundos.

Dia do Livro Português


«Por anos oitenta, vem-me à memória um domingo inesquecível na história da animação da leitura em Portugal: o Dia Português do Livro, celebrado uma única vez, em 26 de Março de 1988. Há pouco tempo tive oportunidade de voltar a dar os parabéns a Mário Ventura, organizador da iniciativa e que então fazia parte da direcção da Sociedade Portuguesa de Autores. Estive no Fórum Picoas, onde estavam livros, autores, editores, jornalistas, muito público e admirei a boa organização e o bom trabalho, mas o que mais me alegrou foi o modo como se conseguiu, através da comunicação social, fazer participar o país inteiro na animação de leitura ali realizada. Foi uma pena que não tivesse continuidade. Tristes tricas.»

Resendes Ventura [Manuel Medeiros], Papel a Mais - Papéis de um livreiro com inéditos de escritores, Esfera do Caos, Novembro de 2009, p.52.

domingo, 24 de março de 2013

De Trás-os-Montes ao Alentejo e Algarve...

Durante a noite chegou-nos uma mensagem que agradecemos e queremos partilhar aqui no ISTO NÃO FICA ASSIM! Com um abraço cordial a todos os livreiros de Trás-os-Montes e Alto Douro e um muito especial ao Amigo António Alberto Alves, livreiro da Traga-Mundos. 


«De Trás-os-Montes ao Alentejo e Algarve somos um pulo de país»



António Neves Berbém (Alentejano, Leitor, Professor)



sexta-feira, 22 de março de 2013

«É já no próximo dia 7 de Abril e eu conto lá estar.»

(c) Rabiscos Vieira

É já no próximo dia 7 de Abril, da parte da tarde, na Livraria Culsete, em Setúbal, que se irá realizar o IV Encontro Livreiro. Projeto da alma do livreiro Manuel Medeiros, organizado pela esposa Fátima Medeiros, pelo Luís Guerra e outros amigos, este evento tem crescido de ano para ano, apresentando desenvolvimentos de destaque – como a homenagem e entrega do prémio Livreiro da Esperança – e tem-se revelado como o único fórum para o desabafo e a discussão de todas as questões relacionadas com as livrarias independentes. 

Pessoalmente, tenho a felicidade de ter podido sempre estar presente e, entre amigos, procurar, em conformidade com o espírito do encontro, participar com a minha visão e comentário. 

É com agrado que vejo como, ao longo dessas sessões, tem aumentado o interesse das pessoas, levando a que algumas delas se desloquem centenas de quilómetros para poderem participar, trazendo para a conversa realidades livreiras bastante distintas e, por isso mesmo, muito relevantes e exemplificativas da realidade do país. 

Como ao início referi, é já no próximo dia 7 de Abril e eu conto lá estar, e conto também encontrar os amigos de todos os anos e conhecer novas pessoas. Estarei lá, em especial, para ouvir, para aprender com quem diariamente lida com uma atividade em mudança e em crise, para aprender com a experiência de quem tem muito para ensinar. 

Espero que possam vir, também.

Nuno Seabra Lopes, Edição Exclusiva.

sexta-feira, 15 de março de 2013

«De um lado do mundo ou do outro, somos muito mais iguais do que diferentes, e as livrarias confirmam-no.»

«A barreira da língua é inultrapassável, mas vale a pena deambular pelas livrarias de Macau. Visitei duas, a Pin-to, assim mesmo com tracinho, no Largo do Senado, e uma outra cujo nome terei de recuperar mais tarde, na Rua do Campo. A primeira é uma livraria independente, a segunda totalmente comercial, e para perceber a diferença do conteúdo das prateleiras, do ambiente e do atendimento não é preciso saber cantonense. De um lado do mundo ou do outro, somos muito mais iguais do que diferentes, e as livrarias confirmam-no

Sara Figueiredo Costa, Cadeirão Voltaire [sublinhado nosso]

sábado, 9 de março de 2013

I ENCONTRO LIVREIRO DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO

  I.º Encontro Livreiro
de Trás-os-Montes e Alto Douro
dia 24 de Março de 2013 (domingo), pelas 15h00
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real

«A escrita, o livro, a leitura: um mundo! Vasto e complexo mundo! Quem encontrarei disponível para me acompanhar num breve olhar sobre ele?
Mundo habitado. O olhar encontra imediatamente os escritores e os leitores. Depois, entre a escrita e o livro, está o editor com o seu trabalho emérito. Entre o livro e a leitura estou eu, o livreiro. O escritor publica a escrita, o editor publica o livro, o livreiro “publica” a leitura
Manuel Medeiros, o Livreiro Velho (da livraria Culsete, Setúbal)


Car@s amig@s livreiros
de Trás-os-Montes e Alto Douro

No mês de Novembro de 2011 nasceu em Vila Real um novo espaço comercial, cuja actividade principal será de livraria: Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro – Património Mundial.
A Traga-Mundos está situada na Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28, na zona histórica da cidade e entre comércio tradicional, no espaço onde durante muitos anos esteve a Livraria Setentrião, e «queremos construir uma referência quando se pensa na região de Trás-os-Montes, nomeadamente do Alto Douro Vinhateiro, seus autores e cultura, vinhos e tradições, produtos e artesanato...».
[para mais informações ver www.traga-mundos.blogspot.com e página Traga-Mundos no Facebook]

A 25 de Março de 2012, a Traga-Mundos participou no III.º Encontro Livreiro em Setúbal, organizado pela livraria Culsete.
«Acontecendo assim no último domingo de Março e aqui em Setúbal, já por três vezes e em três anos consecutivos, o Encontro Livreiro pode e deve considerar-se instituído ou implantado entre as Gentes do Livro, assim justamente designadas.
Gentes do Livro é uma designação adequada para abrir o Encontro Livreiro à participação de todos quantos se reconhecem, de um ou outro modo, no culto do livro.
O Encontro Livreiro é simplesmente um movimento de aproximação entre quem, vivendo e trabalhando no meio dos livros, já percebeu que não faz sentido, hoje mais do que nunca, andarmos a esforçar-nos cada um por si, numa guerra que só pode ser vencida em comum, lado a lado. Se é que se pretende merecer que o livro continue a ser uma das mais ricas potencialidades criadas pelo homem civilizado para progredir em direcção a todas as suas utopias e ambições e conseguir que, trabalhando com ele e para ele, se vão colhendo bons proveitos e justos proventos.» 
Seguindo os mesmos princípios e objectivos, a Traga-Mundos vem por este meio convidar os car@s coleg@s para o I.º Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro, a realizar-se no dia 24 de Março, domingo, pelas 15h00, no espaço da Traga-Mundos em Vila Real.
Nesta primeira realização, iremos privilegiar o encontro de livreiros que possuam uma livraria nesta região, para nos conhecermos melhor, partilharmos experiências e expectativas, procurarmos colaborações e parcerias – antecedendo o IV.º Encontro Livreiro, a realizar no próximo dia 7 de Abril, como habitualmente, num domingo, pelas 15h00, na livraria Culsete, em Setúbal.
Na expectativa de um acolhimento positivo e de uma participação empenhada, apresentamos os nossos melhores cumprimentos

António Alberto Alves
 Próximos eventos:

- de 1 a 20 de Março de 2013: exposição de escultura de Maurício Penha;
- dia 15 de Março de 2013 (sexta-feira): apresentação do livro de poesia “A Árvore” de Bruno M.B. Rodrigues;
- dia 17 de Março de 2013 (domingo): passeio pedestre por Lagoa Trekking;
- dia 19 de Março de 2013 (terça-feira), pelas 18h00: apresentação do livro “Instantes de Uma Vida: autobiografia” de João Pedro Luís;
- de 22 de Março a 9 de Abril de 2013: exposição de fotografia de Maurício Penha;
- dia 7 de Abril de 2013 (domingo), pelas 15h00: IV.º Encontro Livreiro, Livraria Culsete, Setúbal.
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Saudamos a realização deste primeiro Encontro Livreiro regional, cumprimentando na pessoa de António Alberto Alves, todos os livreiros de Trás-os-Montes e Alto Douro.

E aguardamos notícias, bem como a presença de uma delegação regional, no I
V Encontro Livreiro (Livraria Culsete, Setúbal, no dia 7 de Abril de 2013).

ISTO NÃO FICA ASSIM!

Encontro-Livreiro