quarta-feira, 26 de março de 2014

A maior forma de resistência é ainda a palavra


A maior forma de resistência é ainda a palavra. Todos os anos, em Setúbal, reunimo-nos para falar do que implica o livro, a leitura e as livrarias. Em cada ano que passa o encontro torna-se mais necessário e multiplicam-se as ideias, as revoltas, a certeza de que o moscatel e a amizade ajudam a tirar algumas conclusões. Este foi o ano em que se falou de livrarias independentes.O mais importante e que tornou este ano particular no que se relaciona com este tema foi percebermos que se começou a falar de livrarias independentes com pessoas que nunca sequer tinham pensado no tema. Colocaram-se a todas as pessoas questões que nunca antes tinham sido colocadas, tornando claro que a deslealdade da concorrência perturba quem detém o negócio mas também o consumidor final. É altura assim de o Encontro Livreiro pensar estas questões e encontrar uma forma de manter dinâmico este diálogo. Neste V Encontro vamos tentar saber como podemos continuar a justificar a necessidade de manter livrarias independentes não apenas através do discurso sentimental (tão válido quanto fundamental, não nos entendam mal) mas através da prova clara que o fim das livrarias independentes bem como a asfixia cultural por que atravessamos não torna este país um país sustentável e possível.


Rosa Azevedo, Estórias com Livros


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