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domingo, 1 de abril de 2012

Não é mentira, não!

Há novos textos, publicados ao longo da última semana, no «ISTO NÃO FICA ASSIM!». E agora também o TEXTO DO III ENCONTRO LIVREIRO, um texto de Manuel Medeiros lido na abertura do Encontro de domingo passado.

Apelamos a que comente os textos, no espaço próprio dos comentários, mas sobretudo a que nos ENVIE A SUA REFLEXÃO, tendo ou não participado fisicamente nos Encontros, SOBRE OS TEXTOS, SOBRE O ENCONTRO LIVREIRO, SOBRE A «ESPERANÇA NO FUTURO DA LEITURA, DO LIVRO, DA LIVRARIA.

É fundamental, no nosso entender, que a reflexão, a participação  e o ENCONTRO LIVREIRO continuem aqui no blogue, um espaço permanentemente aberto à participação das «gentes do livro».

Até já!

Encontro-Livreiro 
encontro.livreiro@gmail.com

quarta-feira, 28 de março de 2012

Parabéns, Encontro Livreiro!

[clicar na imagem para mais facilmente recordar]

FAZ HOJE DOIS ANOS.


Por isso, propomos um brinde com o melhor moscatel do mundo:

Parabéns, Encontro Livreiro! Parabéns, Gentes do Livro!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Pessoas dos livros, e o mundo inteiro que isso significa


«[...] não é um encontro "de livreiros" e sim um encontro "livreiro" (não digo isto por acaso, os mal entendidos são muitos), encontro de gentes do livro. É um dia de encontros e conversas boas, intervenções e amizades. Pessoas dos livros, e o mundo inteiro que isso significa. A Culsete tem espaço para todos.
[...]
O mais bonito e, arrisco dizer, mais revolucionário deste encontro face a tudo o resto que existe por aí é que não tem mesas, nem convidados, nem palco. Tem pessoas e um microfone e uma livraria anfitriã.
[...]
Não posso deixar de relembrar a nossa homenagem ao querido livreiro Jorge Figueira de Sousa, que recebe neste Encontro o título de Livreiro da Esperança 2012 pelo trabalho único na divulgação dos livros e da leitura na sua livraria Esperança, no Funchal.  

Dia 25 de Março, a partir das 15h, todos a Setúbal. Já sabem que ofereço boleias!

Até lá!

Rosa Azevedo, «Estórias com Livros»

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Sara Figueiredo Costa é Prémio Jornalista ou Crítico Literário LER / Booktailors

                 Sara no II Encontro Livreiro, em 2011

«Sara Figueiredo Costa, do blogue Cadeirão Voltaire, [do Encontro Livreiro], crítica da revista Time Out e da LER, é a vencedora do Prémio Jornalista ou Crítico Literário» [Público, 25-II-2012]


PARABÉNS!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

«Porque lá não se espera nada de ninguém e as pessoas dão mais»


Está a chegar o III Encontro Livreiro. Perdi o I com pena minha mas a experiência do II foi muito gigante para os meus metros quadrados como o são os livros.
Fui com a Vanda que eu não via há muito tempo e que é sempre "amiga dos livros", a primeira do dia.
Chegamos a Setúbal, à Culsete e vemos o Luís ao longe e um monte de gente à volta do Livreiro Velho, belo anfitrião de um encontro na sua não menos bela livraria. Depois de alguma conversa entramos ao som da música, uma surpresa para o Livreiro e depois algumas pessoas falam. De algumas pessoas passamos a muitas pessoas para depois passar a todas as pessoas. Todas passam pelo microfone. Algumas pensaram no que iam dizer, outras não, umas têm um discurso mais composto, outras mais comovido, outras riem-se, atiram provocações, repetem depoimentos, fazem perguntas. Depois bebe-se moscatel e a conversa dura até ser de noite, o Livreiro Velho conta histórias, compram-se livros. As pessoas encantam-se.
O Encontro Livreiro é assim porque é informal e hoje já se fazem poucos encontros informais sobre os livros. Porque lá não se espera nada de ninguém e as pessoas dão mais. O Encontro Livreiro é único na forma e no conteúdo. Foi lá que pela primeira vez ouvi alguém que não me conhecia falar deste blog. Foi lá que conheci muita gente que hoje está cada vez mais próxima. Foi lá que muitos de nós se juntaram em comunidade.
E está quase. É no último domingo de Março, vamo-nos juntar todos e oferecer boleias de Lisboa. 

Rosa Azevedo, «III Encontro Livreiro», publicado hoje no Estórias com Livros.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Parabéns, Cristina e Artur

{para saber mais basta clicar na imagem}

Cristina Rodriguez e Artur Guerra, dois fundadores do Encontro Livreiro, acabam de ganhar um importante Prémio de Tradução e nós estamos muito felizes e orgulhosos.
PARABÉNS!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Até há pouco tempo, a FNAC era a minha livraria de bairro e o Pão de Açúcar, a minha mercearia.

Tinha 5 anos em 1989. Lembro-me de ver, na televisão, o fumo erguer-se sobre o Chiado. Anos depois, ouvi a expressão «amostras é no Grandela» e perguntei o que era o Grandela. «Era onde estão agora os Armazéns do Chiado». «Ah, na FNAC!», respondi.

Em 1998, pouco antes de completar 14 anos, fiz a minha primeira visita à FNAC. Na altura, não me passava pela cabeça comprar um livro que fosse, já que estava convicta de que a última coisa de que a minha casa precisava era de mais uma tontinha e carregar sacos de livros diariamente para dentro da fortaleza de papel em que vivíamos, eu e os meus pais.

Isto teria pouco que ver com o encontro livreiro, não fosse o meu caso, o meu perfil, o de muitos, tantos da minha geração. Até há pouco tempo, a FNAC era a minha livraria de bairro e o Pão de Açúcar, a minha mercearia. O meu livreiro era o meu pai. O meu livreiro ainda é o meu pai. Às vezes também é o meu guarda-livros e bibliotecário, mas isso é outra história (não estava a exagerar quando falei na fortaleza de papel).

Embora os conceitos de «livraria de bairro» e de «livreiro» me sejam por demais caros, sou obrigada a confessar que em situação alguma me vi, alguma vez, na necessidade de um ou de outro, tão pouco lhes senti a falta. Sempre soube o que eram livrarias de bairro e livreiros, mas saber em teoria é tão bonito e trágico quanto viajar através dos livros – não se conhece sem se experimentar; não se viaja sem se sair do sofá.

Foi apenas quando comecei a trabalhar – em edição – que me apercebi do «vasto mundo» paralelo à ou soterrado pelas grandes cadeias de livrarias. Apesar da mortificação exigida por qualquer emprego digno dessa designação a quem a ele se submete, não deixa de ser uma excelente oportunidade para levantarmos os olhos dos nossos distintos umbigos e olhar em volta, ver o que perdemos, lembrarmo-nos de perguntar de onde vieram todos os livros lá de casa.

Isto não é um manifesto contra as grandes cadeias que todos conhecemos. Isto não é, de resto, um manifesto, sequer. Lamento, no entanto, que o progresso seja isto: comprar um livro como quem compra um bife, ser consumidora e não leitora numa espaço comercial e não numa livraria e adquirir um produto e não um livro. Não é um manifesto contra nada, mas podia ser. Porque tenho saudades, no verdadeiro sentido do termo - desejar de volta algo que nunca vivi, que nunca vi, pela simples ideia de isso, esse passado, me agradar enquanto projecção no futuro. Sim, tenho saudades de sair de casa, dobrar a esquina, passar pela minha livraria, dar com uma curiosidade qualquer no escaparate e ter a sorte de estar ali alguém que conhece o livro e sabe dizer-me o que tenho nas mãos.

Sei que ainda existem livrarias independentes, que ainda há livreiros assim e que não estão assim tão longe de mim, mas os descontos e as promoções e o espaço disponível oferecidos selvaticamente pelas grandes cadeias obrigam a uma luta desigual que apenas com uma consciencialização colectiva pode ser ganha. O Encontro Livreiro assumiu essa tarefa, sim, mas o Encontro Livreiro são eles e somos nós. Nós que lemos, fazemos e compramos livros. E, convenhamos, 10% pelo nosso número de contribuinte, BI, rendimento anual, historial de crédito e morada fiscal é um preço demasiado alto a pagar a quem não sabe sequer o nosso nome.

eurídice e oliveira, Quintais Lda.